Paróquia Rosa Mística

Mês: março 2017

SER CATÓLICO NO BRASIL HOJE

ROS-09-03

 

Texto por Pe. João de Bona

 

Ser católico hoje no Brasil é uma questão de opção consciente. Acabou-se o tempo em que “todo mundo era católico”, ao menos por tradição. Quase tudo girava ou ao menos era influenciado, direta ou indiretamente, pela religião Católica.

A realidade mudou muito nos últimos anos. As igrejas eletrônicas, os pequenos templos das diversas denominações se multiplicaram como grama em época de chuva.

Na mesma família “católica” agora cada um segue a sua “religião” ou crença religiosa – católica, evangélica, espírita, do “poder de Deus”, universal, etc… etc…

Muitos trocam para experimentar ou porque encontraram “soluções” para seus problemas morais, sociais, como bebida, drogas, vícios, desemprego, etc.

Não cabe aqui uma análise mais profunda e detalhada deste gigantesco fenômeno religioso, esta multiplicação de igrejas, este supermercado religioso que gera bons lucros a quem sabe com “esperteza e competência” explorar a boa e ingênua fé do povo brasileiro.

Cabe sim a nós que queremos continuar sendo “bons católicos” um sério exame de consciência. É bom refletir e nos questionar sobre a nossa prática de cristãos católicos.

Comecemos em nossa casa-família. Você que é pai e mãe, tem sabido transmitir a religião católica verdadeira, alegre e exigente?  Tem praticado os mandamentos da Lei de Deus e da Igreja? Tem dado bom exemplo de vida honesta, de trabalho, de amor e dedicação à família?

Como está a sua participação com os filhos na missa dominical? Tem alimentado a sua vida espiritual, com oração, leitura e meditação da Palavra de Deus? Tem produzido bons frutos de fé, esperança e caridade? Tem dialogado com o esposo(a) e filhos? Tem conseguido perdoar e ser perdoado? Tem tido sabedoria e discernimento diante de tantas ” tentações” e propostas enganadoras deste nosso mundo atual?

Pense, reflita, e aceite o desafio de continuar sendo um bom católico, atualizado, sério e responsável. Viva a alegria de seguir os passos de Jesus, nosso Mestre, e de transmitir uma religião bonita e exigente.

– Pe. João de Bona Filho (Pároco)