Paróquia Rosa Mística

Autor: admin

A FAMÍLIA, UMA LUZ PARA A VIDA EM SOCIEDADE

POST-09Em agosto celebraremos a SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA , iniciando com o dia dos pais. Em abril de 2016 o Papa Francisco publicou uma bonita e exigente exortação após o sínodo sobre a família, intitulada Amoris Laetitia – a alegria do Amor.

A Alegria do Amor, proposta pelo Papa Francisco, é um remédio vigoroso para as Famílias e para o mundo, acostumado a associar Família com “problemas”, “crises”, “conflitos”, “traição”. Famílias não são problemas, disse o Papa. “São a melhor herança que podemos deixar ao mundo”.

A Igreja tem levado a sério a inspiração do Papa Francisco e a importância que ele deu à Família ao colocar em discussão os grandes desafios do mundo atual, e ao convocar todos os cristãos a um trabalho paciente, perseverante e misericordioso de acolher cada família em seu contexto de vida, com suas luzes e sombras.

É preciso integrar as famílias, mesmo aquelas fragilizadas, irregulares ou afastadas, na grande Família do povo de Deus, a Igreja. A família é o remédio, a “escola da humanidade” que o mundo precisa. É ela que nos ensina a ser “pessoas”, a acolher e proteger a vida, perdoar e refazer caminhos. A Família é luz para a sociedade e para o mundo. É a alegria que pode transformar o futuro da humanidade. Não podemos nos omitir em anunciar essa esperança.

Agradeça a Deus, todos os dias, pela sua família. Faça todo o possível para que ela seja mais semelhante à Família de Nazaré.

Pe. João de Bona Filho – Pároco

Participe da nossa programação desta semana, todos os dias na missa das 19h:

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CONFISSÃO? PARA QUÊ?

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CONFISSÃO? PARA QUÊ?

Nos dias de hoje, muitos católicos acham que a confissão individual não é mais necessária. Dizem “Eu converso diretamente com Deus e Ele me perdoa. Outros afirmam “Eu confessar com um Padre”?  Ele é um homem pecador, assim como eu. E há até os que falham e…”

Estas observações têm aspectos verdadeiros. De fato, Deus pode perdoar diretamente os pecados quando alguém, arrependido, suplica o Seu perdão. E os pequenos pecados do dia a dia são perdoados no ato penitencial da missa ou através de um ato de contrição.

Por outro lado, é preciso refletir. Foi o próprio Jesus que instituiu o Sacramento da Reconciliação ou Confissão. Ele concedeu aos padres o poder de perdoar os pecados em nome de Deus e foi categórico “Recebei o Espírito Santo. Os pecados que vocês perdoarem, serão perdoados; aqueles aos quais mantiverdes ser-lhes-ão mantidos.” (João 20, 19-23)

O Perdão de Deus é um grande dom, um presente, uma graça que devemos acolher com gratidão. Ele nos traz uma paz profunda, uma reconciliação com o próprio Deus, com os outros e conosco mesmo. Traz benefícios valiosos, espirituais e psicológicos.

Todos nós, católicos, somos convocados a vivenciar este Sacramento. É preciso que sejamos humildes e confiantes. De vez em quando, necessitamos fazer uma revisão de vida, um “check up” espiritual.  E sempre estamos em caminho de conversão, de aperfeiçoamento, como pessoas humanas e, mais ainda, como cristãos.

A bondade e misericórdia de Deus são permanentes. Ele está sempre de braços abertos para nos acolher, como vivenciamos lendo e meditando a Parábola do Filho Pródigo e do Pai bondoso.

 

Pe. João de Bona Filho – Pároco

Aos patrocinadores da Rosa Mística

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O Arraiá da Rosa Mística foi uma grande festa! Teve comida gostosa, dança e muita diversão. E isso tudo graças também graças aos nosso patrocinadores: Água Mineral Itiquira, FR Construtora, Unimed, Vitaforma, Spoenge Construtora, São Jorge Shopping da Construção, HP Transportes Coletivos, GPE Engenharia, Fabbrica di Pizza, Ceasa, Uniao Alimentos, Fly Fitness Academia, Komiketo, Venitte (loja de roupas), Tecmídia, Trópico Construtora, Jaicar Autopeças e Brasauto.
 
Nosso muito obrigado e até a próxima festança! 

Arraiá Rosa Mística 2017

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O Arraiá da Rosa Mística está de volta ao Goiânia Shopping depois de três anos!

 

Em 2012 tivemos muito sucesso em nossa festa e contamos com todos para que em 2017 a festança seja ainda maior. Todos os fiéis estão muito animados com isso, pois essa é a comemoração mais esperada do ano e uma das festas juninas mais conhecidas da cidade.

 

Nosso propósito é realizar um evento lindo e divertido, onde todo dinheiro arrecadado será destinado para a manutenção das obras sociais da paróquia, que são elas:

 

– Projeto Mãos de Maria

– Creche Anjo da Guarda

– Casa de Caridade

– Sopão Solidário

 

O evento acontecerá nos dias 8, 9, 10 e 11 de junho.

Endereço Goiânia Shopping: Av. T-10, 1300 – St. Bueno, Goiânia – GO, 74223-060.

Simbora pro arraiá da Rosa Mística?

JUSTIÇA E PAZ SE ABRAÇARÃO

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Estamos vivenciando como cristãos o tempo litúrgico belíssimo da Páscoa que nos convoca à transformação de nossas vidas, à conversão e alegria na certeza da vitória sobre o pecado e a morte.

No mundo estamos no mínimo assustados diante de tanta violência, maldade, corrupção, ódio, destruição de valores, começando pela família. Felizmente, apesar de tudo, continuamos cheios de fé, esperança, caridade.

Cultivamos um otimismo sadio, sem ilusões e falso idealismo. Não tapamos o sol com a peneira, como se diz no provérbio popular.

Há séculos o salmo 85, que não desconhece a maldade já existente e pede perdão a Deus pelos pecados e iniquidade do povo, proclamava no versículo 11: ” misericórdia e verdade se encontram, justiça e paz se abraçam”.

O Papa Francisco em visita ao Egito, em memorável discurso na Universidade Islâmica do Cairo, ensina que o verdadeiro diálogo exige três dimensões ou aspectos: IDENTIDADE: cada pessoa ou grupo deve manter sua identidade religiosa, cultural, etc. Respeito à ALTERIDADE, isto é, valorizar e acolher os que professam outras religiões e tem outras identidades culturais, SINCERIDADE e VERDADE na apresentação de propostas e soluções.

O Papa Francisco nos convoca “construir pontes e não muros” e a sermos semeadores de paz e justiça. A nossa fé Católica nos torna comprometidos com toda a realidade pessoal e social. O Evangelho de Jesus Cristo leva à transformação do mundo. A religião bem vivida abrange todas as dimensões do ser humano.

A política no seu sentido amplo e verdadeiro, consiste na busca do bem comum. Qualquer ação nossa tem sempre um caráter político, mesmo não sendo partidária.

Todos devemos nos comprometer como cidadãos e cristãos na construção da sociedade brasileira, com mais justiça, fraternidade, respeito à natureza. Devemos cuidar bem da “nossa casa comum” e neste ano e sempre, vivendo a Campanha da Fraternidade zelar pelos Biomas do Brasil, promovendo a vida.

Com a reflexão e ação vamos vivendo a Páscoa, realizando o que já ansiava o Salmista: “JUSTIÇA E PAZ SE ABRAÇARÃO”

 

Pe.  João de Bona Filho  (Pároco)

UM SÓ DEUS! MUITAS RELIGIÕES…

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Penso que a imensa maioria dos seres humanos acredita que há um só Deus. Contudo, os modos de “entender” e a maneira de relacionar-se com este Ser Supremo variam muitíssimo. A situação social, política, cultural e muitos outros fatores pessoais e coletivos influenciam a manifestação religiosa de cada pessoa e dos povos.

Parodiando a frase bíblica do Gênesis: “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança”, afirma-se jocosamente que o ser humano idealiza “deuses” à sua imagem e semelhança. Brincadeira à parte, percebemos claramente a existência de muitas religiões, igrejas e as mais diversas formas de culto.

Define-se religião como a forma concreta, visível e social, de relacionamento pessoal e comunitário do homem com Deus. Não há povo, por mais primitivo que seja, sem religião. Esta disposição religiosa não constitui algo secundário no ser humano. Ao contrário, trata-se de uma atitude que envolve todo o seu ser em busca de sentido para a própria vida, a história e o universo.

A atitude essencial para vivenciar qualquer religião autêntica é a fé. Pela fé, o ser humano confia em Deus e acredita num futuro melhor, na fraternidade humana e na vida após a morte. Sabemos que a experiência religiosa é vivenciada, comunitariamente, através das Igrejas ou das grandes tradições religiosas da humanidade.

Diante desses fatos, é importante, penso eu, termos uma atitude bem clara e definida. Por um lado tenho respeito e até admiração pelos aspectos positivos e valiosos que percebem outras Igrejas ou crenças. Por outro lado (e isto é fundamental hoje), diante do pluralismo religioso, é necessário afirmarmos a nossa identidade religiosa com muita convicção.

Nós cristãos católicos professamos verdades reveladas (dogmas) e observamos  mandamentos que nos tornam participantes do grande Povo de Deus espalhado pelo mundo inteiro. A nossa prática religiosa  coerente, em especial o nosso testemunho de caridade – amor a Deus e ao próximo – é o “serviço” que prestamos aos irmãos das Igrejas Cristãs e a toda a humanidade. Temos uma tarefa a cumprir, uma missão a desempenhar: “Renovar tudo em Cristo, para que todos sejam um, conforme a oração sacerdotal de Jesus na última ceia (Jo 17).

Cabe a nós o testemunho de uma religião, vivida na Igreja Cristã Católica que seja atraente para todos os seres humanos em busca de um sentido bonito e verdadeiro para a vida pessoal e social.

 

   Pe. João de Bona Filho  – Pároco –

 

 

 

 

O DÍZIMO NA IGREJA CATÓLICA

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                  MUITOS PADRES e também fiéis católicos acham difícil falar sobre este assunto, principalmente por causa das deturpações que tantos ditos “pastores” – na verdade autênticos “mercadores da fé” – vêm promovendo nos últimos anos, usando de meia dúzia de passagens bíblicas como armas para extorquir e explorar pessoas simples e sem instrução. De fato é muito simples usar textos isolados da Bíblia para justificar qualquer ideia, e o próprio Satanás usou das Escrituras para tentar nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo: “Está escrito…” (Mt 4,1-11, Mc 12,13 e Lc 4,1-13). Assim enriquecem, cada vez mais, os falsos profetas. O significado verdadeiro do dízimo, porém, é justo e verdadeiramente cristão.

                  Nos tempos do Antigo Testamento, a Lei de Moisés prescrevia o pagamento obrigatório de 10% dos rendimentos do fiel (pagos na forma de bens e mantimentos, principalmente produtos agrícolas) para manter a tribo de Levi e os sacerdotes, responsáveis pela manutenção do Tabernáculo e depois do Templo, já que eles não tinham direito a heranças e territórios. Esses mantimentos eram também usados para assistir aos órfãos, viúvas e pobres em suas necessidades. Depois da destruição do Templo (no ano 70 dC), a classe sacerdotal e os sacrifícios cessaram, e os rabinos passaram a recomendar que os judeus prestassem auxílio aos mais necessitados.

                  Por ser Cristo o Supremo Sacerdote, consumou o sacerdócio levítico com todas as suas leis, dízimos e costumes, como esclarece o Apóstolo São Paulo na Carta aos Hebreus (Hb 7,1-28): “Com efeito, mudado o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei” (Hebr 7, 12). Mais adiante, o mesmo santo Apóstolo arremata: “Com isso, está abolida a antiga legislação, por causa de sua ineficácia e inutilidade” (Hb 7,18).

                  Hoje, o dízimo é uma doação regular e proporcional aos rendimentos do fiel, que todo batizado deve assumir. É antes de tudo uma grande graça, pois é uma forma concreta que o cristão tem para manifestar a sua fé em Deus e o seu amor ao próximo, já que é por meio dele que a Igreja se mantém em atividade, sustenta seus trabalhos de evangelização e realiza muitas obras de caridade e assistência aos menos favorecidos. Pelo dízimo, podemos viver as três virtudes mais importantes para todo cristão: a Fé, a Esperança e o Amor-caridade, que nos levam mais perto de Deus. O dízimo é um compromisso. Representa a nossa vontade de colaborar, de verdade, com o Projeto Divino neste mundo.

                  A palavra “dízimo” significa “décima parte”, e a sua origem está nos 10% que os judeus davam de tudo o que colhiam da terra com o seu trabalho. Também hoje todos são convidados a oferecer, de fato, a décima parte daquilo que ganham, mas isso não é um preceito: ninguém é obrigado e ninguém deve ser constrangido a fazê-lo. O importante é entender que o dízimo não é esmola. Deus, que jamais nos priva da nossa liberdade, merece a doação feita com alegria. – O que é doado de boa vontade faz bem a quem dá e a quem recebe!

O que é preciso para ser dízimo?

                  Cada pessoa deve definir livremente, sem tristeza nem constrangimento, qual percentual dos seus ganhos irá separar para o dízimo. Como visto, a Igreja não exige a doação de 10% de tudo o que você ganha. Porém, para ser considerado dízimo, é preciso que seja realmente um percentual, isto é, uma porcentagem dos seus ganhos, sendo no mínimo 1%. Se alguém ganha R$ 1.000,00 e oferece R$ 10,00, isto ainda pode ser considerado dízimo. Menos do que isso, porém, seria uma oferta.

                  A experiência pastoral comprova: aqueles que, confiantes na Providência Divina, optaram pelo dízimo integral, isto é, pela doação dos 10% de tudo o que ganham, não se arrependeram nem sentiram falta em seus orçamentos: ao contrário, muitos dizimistas dão o seu testemunho: depois que passaram a contribuir com a Igreja e a comunidade dessa maneira, passaram a se sentir especialmente abençoados: Deus não desampara os que nele confiam.

                  Mas isso não quer dizer que devemos dar o dízimo esperando “ganhar em dobro”, nem receber algo em troca, como se pudéssemos barganhar com Deus. Aqueles que ensinam tais coisas nada entendem de cristianismo, não compreendem o contexto bíblico e menos ainda o significado de partilha, tão presente na Igreja primitiva. Jesus Cristo diz que há mais bem-aventurança em dar do que em receber (At 20, 35). Dar pensando no que se receberá de volta, portanto, não é dar, é negociar, é trocar, é barganhar. Só é possível dar, no sentido cristão, quando não se espera nada em troca.

                  A entrega do dízimo normalmente é mensal, porque a maioria das pessoas recebe salário todo mês. Já os que recebem semanalmente, por exemplo, podem combinar de entregá-lo uma vez por semana. O importante é saber que o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que se recebem os ganhos regulares.

                  Já as ofertas são doações espontâneas, com as quais o fiel também pode e deve participar da vida em comunidade, mas nesse caso não existe a regularidade, como no caso do dízimo. – Você pode e deve doar na hora do ofertório, durante as Missas, ou fazer depósitos nas caixas de coleta, mas não se trata de um compromisso fixo assumido com Deus, e sim de uma manifestação de amor e de confiança.

                  Cada vez mais católicos se conscientizam da importância do dízimo e das ofertas. É bom encontrar as igrejas limpas, bem equipadas, com tudo funcionando bem… Mas, infelizmente, muitos se esquecem de que, para isso, todos precisam colaborar! Somos a Família do Senhor, e cada templo da Igreja é uma casa de todos nós. A Igreja conta com o seu desejo de viver em Cristo, de assumir de fato o papel e a missão de ser, junto com seus irmãos de fé, membro de um mesmo Corpo: aceite o chamado de nosso Pai Eterno e diga sim ao compromisso de levar adiante os trabalhos evangelizadores da sua paróquia. Informe-se sobre como se tornar um dizimista e faça bem a sua parte.

 

“Dê cada um conforme o impulso do seu coração,

sem tristeza nem constrangimento.

Deus ama a quem dá com alegria.”

(2Cor 9,7)

Fonte: O Fiel Católico.

Texto enviado por Osvaldo Cunha – Coordenador.

SER CATÓLICO NO BRASIL HOJE

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Texto por Pe. João de Bona

 

Ser católico hoje no Brasil é uma questão de opção consciente. Acabou-se o tempo em que “todo mundo era católico”, ao menos por tradição. Quase tudo girava ou ao menos era influenciado, direta ou indiretamente, pela religião Católica.

A realidade mudou muito nos últimos anos. As igrejas eletrônicas, os pequenos templos das diversas denominações se multiplicaram como grama em época de chuva.

Na mesma família “católica” agora cada um segue a sua “religião” ou crença religiosa – católica, evangélica, espírita, do “poder de Deus”, universal, etc… etc…

Muitos trocam para experimentar ou porque encontraram “soluções” para seus problemas morais, sociais, como bebida, drogas, vícios, desemprego, etc.

Não cabe aqui uma análise mais profunda e detalhada deste gigantesco fenômeno religioso, esta multiplicação de igrejas, este supermercado religioso que gera bons lucros a quem sabe com “esperteza e competência” explorar a boa e ingênua fé do povo brasileiro.

Cabe sim a nós que queremos continuar sendo “bons católicos” um sério exame de consciência. É bom refletir e nos questionar sobre a nossa prática de cristãos católicos.

Comecemos em nossa casa-família. Você que é pai e mãe, tem sabido transmitir a religião católica verdadeira, alegre e exigente?  Tem praticado os mandamentos da Lei de Deus e da Igreja? Tem dado bom exemplo de vida honesta, de trabalho, de amor e dedicação à família?

Como está a sua participação com os filhos na missa dominical? Tem alimentado a sua vida espiritual, com oração, leitura e meditação da Palavra de Deus? Tem produzido bons frutos de fé, esperança e caridade? Tem dialogado com o esposo(a) e filhos? Tem conseguido perdoar e ser perdoado? Tem tido sabedoria e discernimento diante de tantas ” tentações” e propostas enganadoras deste nosso mundo atual?

Pense, reflita, e aceite o desafio de continuar sendo um bom católico, atualizado, sério e responsável. Viva a alegria de seguir os passos de Jesus, nosso Mestre, e de transmitir uma religião bonita e exigente.

– Pe. João de Bona Filho (Pároco)

O SUPERMERCADO RELIGIOSO

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Em tempos de globalização dos mercados, em que a propaganda consegue verdadeiros “milagres” nos tornando consumidores compulsivos até de produtos desnecessários, a religião também não escapa deste rolo compressor.


O supermercado religioso tem crescido assustadoramente. Se o “marketing” consegue criar (falsas) necessidades e desejos a serem saciados… consumindo, podemos imaginar o poder de atração de igrejas, religiões e seitas que dão respostas (verdadeiras ou falsas) a anseios, necessidades e buscas, estas sim bem reais do ser humano. Por isso o mercado religioso tem se desenvolvido muito, gerando bons negócios para os novos mercadores pois “templo é dinheiro”.


A volta ao sagrado, a eclosão forte de espiritualismos, a difusão de seitas e movimentos religiosos é sintoma de uma busca desesperada do ser humano por um sentido mais profundo da vida, que supere o materialismo, o comodismo e consumismo.
E cada um vai buscar no “supermercado religioso” o “produto” que satisfaça a sua necessidade, sacie seus desejos e anseios.


Assim sendo a religião corre o risco de tornar-se um assunto individual, busca meramente pessoal, uma atitude quase consumista. Procura-se a igreja ou seita mais atraente, troca-se a todo momento, buscando respostas imediatas e quase “milagrosas” a situações e problemas pessoais: crise financeira, desemprego, doenças físicas ou mentais, problemas familiares.


Buscam-se emoções, cultiva-se um sentimentalismo exacerbado; os ‘aleluias’, danças e cânticos aliviam (ao menos durante os ritos religiosos) os duros dramas da existência humana. Terminado o culto religioso, os problemas e dramas continuam apesar dos “milagres” e o cotidiano mostra novamente seu lado amargo.


Uma religião verdadeira, uma Igreja séria ( como a Católica, ou as cristãs tradicionais e outras ) são chamadas a buscar novas alternativas, encontrar respostas atuais para os anseios do homem moderno.


Devem a todo custo atualizar-se, usar os recursos dos meios de comunicação social e novas tecnologias para tornarem-se atraentes e significativas. Trata-se do maior desafio do século XXI.


É indispensável envidar todos os esforços para que a fé em Deus se realiza de forma COMUNITÁRIA). Uma religião verdadeira deve ligar (este o sentido etimológico de religião – religare em latim) o ser humano a um Deus vivo e presente na história, tornando-o responsável pelo seu destino.


Uma religião e fé que proporcionem respostas autênticas aos mais profundos anseios do ser humano que está inquieto enquanto não repousar seu coração em Deus.


Enfim uma fé que seja a concretização mais perfeita possível da oração do Pai Nosso – Amor a Deus e ao próximo. Oração e ação, céu e terra, Deus e o ser humano num constante diálogo comunitário, na gratuidade da religião, em que as leis do ” supermercado religioso” não tem sentido e nenhum valor.


(Pe. João de Bona)

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A Paróquia, buscando atender ao direcionamento de Jesus, está oferecendo à comunidade uma formação bíblica.

Os dias e horários das Inscrições para a Catequese de Iniciação à Vida Cristã em 2017 e o calendário de TODO o ano, já foram definidos! Tá no nosso site mesmo, é só clicar AQUI!

 

Esperamos vocês!