Paróquia Rosa Mística

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UM SÓ DEUS! MUITAS RELIGIÕES…

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Penso que a imensa maioria dos seres humanos acredita que há um só Deus. Contudo, os modos de “entender” e a maneira de relacionar-se com este Ser Supremo variam muitíssimo. A situação social, política, cultural e muitos outros fatores pessoais e coletivos influenciam a manifestação religiosa de cada pessoa e dos povos.

Parodiando a frase bíblica do Gênesis: “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança”, afirma-se jocosamente que o ser humano idealiza “deuses” à sua imagem e semelhança. Brincadeira à parte, percebemos claramente a existência de muitas religiões, igrejas e as mais diversas formas de culto.

Define-se religião como a forma concreta, visível e social, de relacionamento pessoal e comunitário do homem com Deus. Não há povo, por mais primitivo que seja, sem religião. Esta disposição religiosa não constitui algo secundário no ser humano. Ao contrário, trata-se de uma atitude que envolve todo o seu ser em busca de sentido para a própria vida, a história e o universo.

A atitude essencial para vivenciar qualquer religião autêntica é a fé. Pela fé, o ser humano confia em Deus e acredita num futuro melhor, na fraternidade humana e na vida após a morte. Sabemos que a experiência religiosa é vivenciada, comunitariamente, através das Igrejas ou das grandes tradições religiosas da humanidade.

Diante desses fatos, é importante, penso eu, termos uma atitude bem clara e definida. Por um lado tenho respeito e até admiração pelos aspectos positivos e valiosos que percebem outras Igrejas ou crenças. Por outro lado (e isto é fundamental hoje), diante do pluralismo religioso, é necessário afirmarmos a nossa identidade religiosa com muita convicção.

Nós cristãos católicos professamos verdades reveladas (dogmas) e observamos  mandamentos que nos tornam participantes do grande Povo de Deus espalhado pelo mundo inteiro. A nossa prática religiosa  coerente, em especial o nosso testemunho de caridade – amor a Deus e ao próximo – é o “serviço” que prestamos aos irmãos das Igrejas Cristãs e a toda a humanidade. Temos uma tarefa a cumprir, uma missão a desempenhar: “Renovar tudo em Cristo, para que todos sejam um, conforme a oração sacerdotal de Jesus na última ceia (Jo 17).

Cabe a nós o testemunho de uma religião, vivida na Igreja Cristã Católica que seja atraente para todos os seres humanos em busca de um sentido bonito e verdadeiro para a vida pessoal e social.

 

   Pe. João de Bona Filho  – Pároco –

 

 

 

 

O DÍZIMO NA IGREJA CATÓLICA

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                  MUITOS PADRES e também fiéis católicos acham difícil falar sobre este assunto, principalmente por causa das deturpações que tantos ditos “pastores” – na verdade autênticos “mercadores da fé” – vêm promovendo nos últimos anos, usando de meia dúzia de passagens bíblicas como armas para extorquir e explorar pessoas simples e sem instrução. De fato é muito simples usar textos isolados da Bíblia para justificar qualquer ideia, e o próprio Satanás usou das Escrituras para tentar nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo: “Está escrito…” (Mt 4,1-11, Mc 12,13 e Lc 4,1-13). Assim enriquecem, cada vez mais, os falsos profetas. O significado verdadeiro do dízimo, porém, é justo e verdadeiramente cristão.

                  Nos tempos do Antigo Testamento, a Lei de Moisés prescrevia o pagamento obrigatório de 10% dos rendimentos do fiel (pagos na forma de bens e mantimentos, principalmente produtos agrícolas) para manter a tribo de Levi e os sacerdotes, responsáveis pela manutenção do Tabernáculo e depois do Templo, já que eles não tinham direito a heranças e territórios. Esses mantimentos eram também usados para assistir aos órfãos, viúvas e pobres em suas necessidades. Depois da destruição do Templo (no ano 70 dC), a classe sacerdotal e os sacrifícios cessaram, e os rabinos passaram a recomendar que os judeus prestassem auxílio aos mais necessitados.

                  Por ser Cristo o Supremo Sacerdote, consumou o sacerdócio levítico com todas as suas leis, dízimos e costumes, como esclarece o Apóstolo São Paulo na Carta aos Hebreus (Hb 7,1-28): “Com efeito, mudado o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei” (Hebr 7, 12). Mais adiante, o mesmo santo Apóstolo arremata: “Com isso, está abolida a antiga legislação, por causa de sua ineficácia e inutilidade” (Hb 7,18).

                  Hoje, o dízimo é uma doação regular e proporcional aos rendimentos do fiel, que todo batizado deve assumir. É antes de tudo uma grande graça, pois é uma forma concreta que o cristão tem para manifestar a sua fé em Deus e o seu amor ao próximo, já que é por meio dele que a Igreja se mantém em atividade, sustenta seus trabalhos de evangelização e realiza muitas obras de caridade e assistência aos menos favorecidos. Pelo dízimo, podemos viver as três virtudes mais importantes para todo cristão: a Fé, a Esperança e o Amor-caridade, que nos levam mais perto de Deus. O dízimo é um compromisso. Representa a nossa vontade de colaborar, de verdade, com o Projeto Divino neste mundo.

                  A palavra “dízimo” significa “décima parte”, e a sua origem está nos 10% que os judeus davam de tudo o que colhiam da terra com o seu trabalho. Também hoje todos são convidados a oferecer, de fato, a décima parte daquilo que ganham, mas isso não é um preceito: ninguém é obrigado e ninguém deve ser constrangido a fazê-lo. O importante é entender que o dízimo não é esmola. Deus, que jamais nos priva da nossa liberdade, merece a doação feita com alegria. – O que é doado de boa vontade faz bem a quem dá e a quem recebe!

O que é preciso para ser dízimo?

                  Cada pessoa deve definir livremente, sem tristeza nem constrangimento, qual percentual dos seus ganhos irá separar para o dízimo. Como visto, a Igreja não exige a doação de 10% de tudo o que você ganha. Porém, para ser considerado dízimo, é preciso que seja realmente um percentual, isto é, uma porcentagem dos seus ganhos, sendo no mínimo 1%. Se alguém ganha R$ 1.000,00 e oferece R$ 10,00, isto ainda pode ser considerado dízimo. Menos do que isso, porém, seria uma oferta.

                  A experiência pastoral comprova: aqueles que, confiantes na Providência Divina, optaram pelo dízimo integral, isto é, pela doação dos 10% de tudo o que ganham, não se arrependeram nem sentiram falta em seus orçamentos: ao contrário, muitos dizimistas dão o seu testemunho: depois que passaram a contribuir com a Igreja e a comunidade dessa maneira, passaram a se sentir especialmente abençoados: Deus não desampara os que nele confiam.

                  Mas isso não quer dizer que devemos dar o dízimo esperando “ganhar em dobro”, nem receber algo em troca, como se pudéssemos barganhar com Deus. Aqueles que ensinam tais coisas nada entendem de cristianismo, não compreendem o contexto bíblico e menos ainda o significado de partilha, tão presente na Igreja primitiva. Jesus Cristo diz que há mais bem-aventurança em dar do que em receber (At 20, 35). Dar pensando no que se receberá de volta, portanto, não é dar, é negociar, é trocar, é barganhar. Só é possível dar, no sentido cristão, quando não se espera nada em troca.

                  A entrega do dízimo normalmente é mensal, porque a maioria das pessoas recebe salário todo mês. Já os que recebem semanalmente, por exemplo, podem combinar de entregá-lo uma vez por semana. O importante é saber que o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que se recebem os ganhos regulares.

                  Já as ofertas são doações espontâneas, com as quais o fiel também pode e deve participar da vida em comunidade, mas nesse caso não existe a regularidade, como no caso do dízimo. – Você pode e deve doar na hora do ofertório, durante as Missas, ou fazer depósitos nas caixas de coleta, mas não se trata de um compromisso fixo assumido com Deus, e sim de uma manifestação de amor e de confiança.

                  Cada vez mais católicos se conscientizam da importância do dízimo e das ofertas. É bom encontrar as igrejas limpas, bem equipadas, com tudo funcionando bem… Mas, infelizmente, muitos se esquecem de que, para isso, todos precisam colaborar! Somos a Família do Senhor, e cada templo da Igreja é uma casa de todos nós. A Igreja conta com o seu desejo de viver em Cristo, de assumir de fato o papel e a missão de ser, junto com seus irmãos de fé, membro de um mesmo Corpo: aceite o chamado de nosso Pai Eterno e diga sim ao compromisso de levar adiante os trabalhos evangelizadores da sua paróquia. Informe-se sobre como se tornar um dizimista e faça bem a sua parte.

 

“Dê cada um conforme o impulso do seu coração,

sem tristeza nem constrangimento.

Deus ama a quem dá com alegria.”

(2Cor 9,7)

Fonte: O Fiel Católico.

Texto enviado por Osvaldo Cunha – Coordenador.

SER CATÓLICO NO BRASIL HOJE

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Texto por Pe. João de Bona

 

Ser católico hoje no Brasil é uma questão de opção consciente. Acabou-se o tempo em que “todo mundo era católico”, ao menos por tradição. Quase tudo girava ou ao menos era influenciado, direta ou indiretamente, pela religião Católica.

A realidade mudou muito nos últimos anos. As igrejas eletrônicas, os pequenos templos das diversas denominações se multiplicaram como grama em época de chuva.

Na mesma família “católica” agora cada um segue a sua “religião” ou crença religiosa – católica, evangélica, espírita, do “poder de Deus”, universal, etc… etc…

Muitos trocam para experimentar ou porque encontraram “soluções” para seus problemas morais, sociais, como bebida, drogas, vícios, desemprego, etc.

Não cabe aqui uma análise mais profunda e detalhada deste gigantesco fenômeno religioso, esta multiplicação de igrejas, este supermercado religioso que gera bons lucros a quem sabe com “esperteza e competência” explorar a boa e ingênua fé do povo brasileiro.

Cabe sim a nós que queremos continuar sendo “bons católicos” um sério exame de consciência. É bom refletir e nos questionar sobre a nossa prática de cristãos católicos.

Comecemos em nossa casa-família. Você que é pai e mãe, tem sabido transmitir a religião católica verdadeira, alegre e exigente?  Tem praticado os mandamentos da Lei de Deus e da Igreja? Tem dado bom exemplo de vida honesta, de trabalho, de amor e dedicação à família?

Como está a sua participação com os filhos na missa dominical? Tem alimentado a sua vida espiritual, com oração, leitura e meditação da Palavra de Deus? Tem produzido bons frutos de fé, esperança e caridade? Tem dialogado com o esposo(a) e filhos? Tem conseguido perdoar e ser perdoado? Tem tido sabedoria e discernimento diante de tantas ” tentações” e propostas enganadoras deste nosso mundo atual?

Pense, reflita, e aceite o desafio de continuar sendo um bom católico, atualizado, sério e responsável. Viva a alegria de seguir os passos de Jesus, nosso Mestre, e de transmitir uma religião bonita e exigente.

– Pe. João de Bona Filho (Pároco)

O SUPERMERCADO RELIGIOSO

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Em tempos de globalização dos mercados, em que a propaganda consegue verdadeiros “milagres” nos tornando consumidores compulsivos até de produtos desnecessários, a religião também não escapa deste rolo compressor.


O supermercado religioso tem crescido assustadoramente. Se o “marketing” consegue criar (falsas) necessidades e desejos a serem saciados… consumindo, podemos imaginar o poder de atração de igrejas, religiões e seitas que dão respostas (verdadeiras ou falsas) a anseios, necessidades e buscas, estas sim bem reais do ser humano. Por isso o mercado religioso tem se desenvolvido muito, gerando bons negócios para os novos mercadores pois “templo é dinheiro”.


A volta ao sagrado, a eclosão forte de espiritualismos, a difusão de seitas e movimentos religiosos é sintoma de uma busca desesperada do ser humano por um sentido mais profundo da vida, que supere o materialismo, o comodismo e consumismo.
E cada um vai buscar no “supermercado religioso” o “produto” que satisfaça a sua necessidade, sacie seus desejos e anseios.


Assim sendo a religião corre o risco de tornar-se um assunto individual, busca meramente pessoal, uma atitude quase consumista. Procura-se a igreja ou seita mais atraente, troca-se a todo momento, buscando respostas imediatas e quase “milagrosas” a situações e problemas pessoais: crise financeira, desemprego, doenças físicas ou mentais, problemas familiares.


Buscam-se emoções, cultiva-se um sentimentalismo exacerbado; os ‘aleluias’, danças e cânticos aliviam (ao menos durante os ritos religiosos) os duros dramas da existência humana. Terminado o culto religioso, os problemas e dramas continuam apesar dos “milagres” e o cotidiano mostra novamente seu lado amargo.


Uma religião verdadeira, uma Igreja séria ( como a Católica, ou as cristãs tradicionais e outras ) são chamadas a buscar novas alternativas, encontrar respostas atuais para os anseios do homem moderno.


Devem a todo custo atualizar-se, usar os recursos dos meios de comunicação social e novas tecnologias para tornarem-se atraentes e significativas. Trata-se do maior desafio do século XXI.


É indispensável envidar todos os esforços para que a fé em Deus se realiza de forma COMUNITÁRIA). Uma religião verdadeira deve ligar (este o sentido etimológico de religião – religare em latim) o ser humano a um Deus vivo e presente na história, tornando-o responsável pelo seu destino.


Uma religião e fé que proporcionem respostas autênticas aos mais profundos anseios do ser humano que está inquieto enquanto não repousar seu coração em Deus.


Enfim uma fé que seja a concretização mais perfeita possível da oração do Pai Nosso – Amor a Deus e ao próximo. Oração e ação, céu e terra, Deus e o ser humano num constante diálogo comunitário, na gratuidade da religião, em que as leis do ” supermercado religioso” não tem sentido e nenhum valor.


(Pe. João de Bona)

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A Paróquia, buscando atender ao direcionamento de Jesus, está oferecendo à comunidade uma formação bíblica.

Os dias e horários das Inscrições para a Catequese de Iniciação à Vida Cristã em 2017 e o calendário de TODO o ano, já foram definidos! Tá no nosso site mesmo, é só clicar AQUI!

 

Esperamos vocês!

Palestra de Formação sobre Liderança para Trabalhos Paroquiais

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Sob a iniciativa da coordenação do MLO, realizaremos nessa terça-feira (dia 08/11) no centro Pastoral da Paróquia, uma interessante palestra de formação sobre liderança para todos os trabalhos paroquiais: pastorais, ministérios, movimentos, equipes de trabalho, etc.
 
Será às 20h com a advogada Dra. Maria Doris (coordenadora regional da Pastoral Familiar) como palestrante. Estão todos convidados a participar.

Creche Anjo da Guarda 27/10

No dia 27 de outubro, foi realizada mais uma entrega de relatórios e atividades. Um momento oportuno e de proximidade entre pais e professores. As crianças da Creche Anjo da Guarda realizaram apresentação de teatro desta vez com passagens bíblicas, como a Parábola do Semeador, Parábola do Bom Samaritano e, Daniel e Cova dos Leões.

A reunião contou com a presença da Diretora Administrativa, Edilaine Carvalho, acentuando o apelo aos pais de serem, em qualquer situação da vida, os maiores educadores de seus filhos, ‘‘assim como o Samaritano, temos sempre o que oferecer’’.

O encontro ainda contou com a presença do paroquiano e membro do Conselho de Obra da Creche, Sebastião de Paula e do Padre João de Bona reforçando o chamado ao Carisma Orionita, no qual ‘‘a caridade e o amor são a maior pregação’’.

Baile de Máscaras


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Queridos casais encontreiros, dia 03 de novembro, às 20hs, temos missa em homenagem aos 25 anos do ECC. E dando continuidade as comemorações, dia 04 de novembro temos o Baile de Máscaras no ARYA BUENO com jantar dançante por R$95/pessoa. Está incluso: entrada, bebidas (cerveja, refrigerante e água), jantar, sobremesa e show com a dupla Resende e Renato.

Portanto vamos comprar os ingressos, para que juntos possamos fazer uma festa com muita alegria, porque afinal todos merecemos. Vamos convidar os familiares e amigos para este momento especial. Contamos com vocês!
Ingressos na secretária da Paroquia!
Telefones: (62) 3285-5720 ou 99243-4031 (com Cardoso).

Que Deus nos abençoe!

Minha experiência JMJ 2016

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Queridos Irmãos e Irmãs,

Eu sou o Murilo, um dos coordenadores do grupo de jovens Guardiões da Palavra. Recentemente tive a oportunidade de estar na Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, na Polônia. Hoje tenho a missão de trazer a vocês um pouco do que vivi naqueles dias, um pouco do que foi representar a Paróquia Ns. Sra Rosa Mística, vocês e principalmente todos os jovens da nossa comunidade. Nós, brasileiros, aprendemos uma palavra em Polonês: Dziękuję, que significa gratidão, obrigado. Mas, nós, brasileiros, também ensinamos uma palavra para os poloneses que nos acolheram: Saudade.

Recordando àqueles dias de JMJ tenho um misto de gratidão e saudade. Foram dias inesquecíveis e de emoções indescritíveis, na presença do Santo Padre, o Papa Francisco e em comunhão com jovens de mais de 187 nações. As ruas de Cracóvia foram tomadas pela juventude, todos carregando as bandeiras de seus países, suas histórias, sua fé, seus anseios.

A JMJ é um tempo de encontro, encontro com Cristo a partir do nosso próximo. Na JMJ as barreiras físicas, geográficas, culturais e de idiomas deixam de existir e sobressai a partilha na unidade. Sim, partilha na unidade, porque partilhamos nossas experiências e vivenciamos a unidade da nossa Igreja. É impressionante quando nas ruas você consegue aproximar das pessoas e conversar, dialogar, lá foi o que mais fizemos. Não interessava se eram Brasileiros, Poloneses, Franceses, chineses, enfim, as fronteiras já não existiam. Talvez a JMJ seja o retrato que mais se aproxima de um reino proposto por Cristo, onde as pessoas de fato se fazem irmãos e irmãs umas das outras.

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A presença do Papa Francisco entre nós era a presença de um grande Pastor em meio às suas ovelhas. Em suas homilias ele sempre nos pedia que sejamos jovens ativos, jovens entusiasmados, jovens que querem e vão fazer a diferença no mundo. Foi muito enfático ao nos pedir ação, a nos pedir que lutemos contra o vício da comodidade, que caminhemos sempre com a cabeça erguida, pois só assim poderemos deixar uma marca na vida. E nos disse também que o entristece ver jovens chateados, porque esses são os jovens chatos. O Papa nos pedia Vida, vigor em viver! Suas falas para nós foram recheadas com bom humor e diálogo, o Papa dialogou conosco. Ele nos deu uma aula de gramática, nos ensinou a usar a primeira pessoa no plural, o NÓS.

Fomos convidados e desafiados a ensinar o mundo a construir pontes e destruir muros, fomos lembrados que durante àqueles dias o mundo estava de olhos voltados para nós, jovens. O Papa nos pede que façamos a diferença assim como nós somos, com as nossas vidas. Ele não condenou se nós temos nossos planos pessoais, profissionais, se vamos às festas, se temos uma vida social jovem, pelo contrário, ele quer que nós sejamos sinais do reino assim como nós o somos no meio em que nós vivemos. E mais, disse que isso é apenas para alguns, não para todos, e esses alguns são aqueles que tem a sua fé firme em Cristo e aceita o desafio do amor ao próximo. Nós não podemos aceitar que outros, que não são os melhores, decidam o futuro por nós, precisamos despertar-nos e sermos jovens sociais, políticos e que induzamos uma reflexão e transformação nos meios em que vivemos. E a Misericórdia de Deus tem seu grande valor nesse ponto, a Misericórdia tem sempre o rosto jovem.

Me chamou muito a atenção quando em determinado momento o Papa refletia sobre àqueles que acham que não tem uma vida digna para percorrerem os caminhos que Cristo percorreu, e aí ele disse algo muito tocante: Jesus te projeta no futuro e não em um museu, Ele espera o que você tem a oferecer e não o que já passou. E quais são os caminhos que Cristo percorreu? O Papa também nos instruiu quanto a isso. Os caminhos de Cristo são os caminhos que levam à Cruz, e na Cruz Ele abraçou a solidão, a sede, a nudez, a fome, a fragilidade, a morte. Toda a nossa mazela humana, porém, Ele ressuscitou e vivo está, entre aqueles aos quais olhamos e questionamos a Deus, e nos deu o protocolo do nosso julgamento: Tudo o que fizeres ao Menor destes meus Irmãos é a mim que fazeis. Bonito isso né? Mais bonito ainda quando colocado em prática. Pois bem, queridos amigos, quando o Papa estava próximo a encerrar a JMJ 2016 e anunciar o Panamá como sede da próxima Jornada em 2019 ele nos advertiu. Ele nos disse que a JMJ começaria a partir do final da missa de envio, a JMJ começaria em nossas comunidades.

Quero partilhar com vocês também a beleza da nossa acolhida. No grupo da Arquidiocese de Goiânia éramos cerca de 65 jovens, e ficamos hospedados em casas de famílias em uma vila campesina de pouco mais de 2000 habitantes chamada Spyktowice. Foi uma acolhida de encher os olhos e o coração. Eu fique hospedado em uma casa em que os adotei como a minha família da Polônia. Uma experiência incrível, uma percepção cultural extraordinária Przemek é o filho jovem da família, tem 18 anos e carinhosamente e de maneira bem brasileira o apelidamos de Chamex, aquele nosso papel A4. Thank you Przemek and your Family, Dziękuję and God blessed you.

Eu gostaria de convidar a todos os jovens da nossa paróquia para se integrarem ao grupo de jovens Guardiões da Palavra e participar conosco dos desafios propostos na JMJ 2016. Venham sem medo, nosso grupo é marcado pela amizade e pelo anseio de mudanças em nossa sociedade. Todos os domingos nos reunimos após a missa das 18 horas no centro Pastoral para trocarmos experiências, fortalecermos nossa fé, criarmos laços de amizade e nos formarmos enquanto Cristãos autênticos. Esperamos vocês.

Muito Obrigado Pe. João e a toda a Paróquia Nossa Senhora Rosa Mística por terem me dado a honra de os representar nessa JMJ.

A Creche Anjo da Guarda conta com a sua ajuda!

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Sua generosa contribuição ajuda a sustentar essa obra.

Confira a lista de alimentos que nossa Creche está precisando:

-Achocolatado em pó;
-Óleo de cozinha;
-Farinha de Trigo;
-Café.

As doações podem ser deixadas na secretaria da Paróquia Rosa Mística na Av. T-10 ou em nosso endereço: Rua 53, Qd.182, Lt.02/05, Bairro Independência Mansões, Aparecida de Goiânia-GO.

Creche Anjo da Guarda – Obra Dom Orione – Fone:3251-8894